Competição não-violenta
uma intervenção da psicologia do esporte no esporte de alto rendimento infantojuvenil
DOI:
https://doi.org/10.5016/bjsphd.v2i2.20125Palavras-chave:
Psicologia do Esporte; Psicologia Histórico-Cultural; Competição não-violenta; IntervençãoResumo
A exigência pelo desempenho a todo custo no esporte de alto rendimento infantojuvenil tem contribuído para a naturalização de práticas e discursos violentos, impactando negativamente a formação e a saúde psicológica de jovens atletas. Diante desse cenário, torna-se necessário repensar as formas de competir e promover uma cultura esportiva pautada no respeito, na cooperação e no desenvolvimento humano. Este estudo teve como objetivo investigar os sentidos e significados atribuídos pelos participantes à competição não-violenta antes e depois de uma intervenção da Psicologia do Esporte. Fundamentada na Psicologia Histórico-Cultural, a pesquisa adotou o método de pesquisa-intervenção pedagógica da qual participaram 15 atletas de um time masculino de voleibol Sub-17. A intervenção consistiu em uma trilha de aprendizagem composta por quatro oficinas voltadas à reflexão e à vivência prática da competição não-violenta. A análise das informações foi realizada por meio da técnica dos Núcleos de Significação de Aguiar e Ozella (2013). Os resultados evidenciaram mudanças nas percepções, emoções e comportamentos competitivos dos participantes, que passaram a compreender a competição como um espaço de aprendizado, cooperação e respeito, em oposição às lógicas de rivalidade e pressão extremas. Conclui-se que práticas baseadas na competição não-violenta podem favorecer o desenvolvimento integral dos atletas e transformar concepções violentas naturalizadas no contexto esportivo.
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