Du concept à l'intervention
un cadre multidimensionnel pour l'épuisement professionnel dans le sport chez les jeunes
DOI :
https://doi.org/10.5016/bjsphd.v1i3.19825Mots-clés :
Burnout Esportivo; Atletas Juvenis; Prevenção; Modelos Teóricos; Psicologia do EsporteRésumé
Cet article aborde le défi croissant du burnout chez les jeunes athlètes, caractérisé par un épuisement physique et émotionnel, une dépersonnalisation et une diminution du sentiment de compétence. L'objectif principal est de présenter une synthèse critique et intégrative des principaux modèles théoriques du burnout dans le sport chez les jeunes, en articulant leurs contributions au sein d'un cadre multidimensionnel afin d'orienter la recherche et la pratique. Sur le plan méthodologique, l'étude repose sur l'intégration de cinq modèles théoriques largement reconnus : le modèle affectif-cognitif du stress (Smith, 1986), la réponse négative à l'entraînement physique (Silva, 1990), le modèle sociologique de l'identité et du contrôle externe (Coakley, 1992), le modèle intégré du burnout dans le sport (Gustafsson et al., 2011) et la théorie de l'autodétermination (Deci et Ryan, 2000). Cette approche vise à dépasser la fragmentation des analyses existantes, en reconnaissant l'interaction dynamique entre les variables physiologiques, psychologiques et socioculturelles. Les résultats de l'analyse révèlent que le burn-out est un processus complexe, influencé par les exigences situationnelles, les évaluations cognitives négatives, les réponses physiologiques et comportementales, ainsi que par des facteurs de personnalité et de motivation. L'intégration des modèles permet d'identifier non seulement les facteurs de risque, mais aussi les variables médiatrices et modératrices, telles que le soutien social et la satisfaction des besoins psychologiques fondamentaux, qui expliquent les différentes réactions des athlètes. Enfin, l'article propose un modèle préventif multidimensionnel structuré autour de cinq piliers : la gestion de la charge d'entraînement, le développement des compétences psychologiques, la promotion de l'autonomie, la diversification identitaire et un climat motivationnel favorable à l'autonomie. Ce modèle offre une feuille de route pratique aux entraîneurs, psychologues, gestionnaires et familles, visant à créer des environnements d'entraînement qui concilient performance, bien-être et développement humain, contribuant ainsi à des carrières sportives plus durables et à des expériences positives pérennes.
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