Erosão costeira nas praias de Copacabana - Leme, zona sul da cidade do Rio de Janeiro

Coastal erosion on the beaches of Copacabana - Leme, south zone of Rio de Janeiro city

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5016/geociencias.v45i1.19659

Resumo

Resumo: A erosão costeira nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro é um desafio econômico e ambiental, tendo em vista as mudanças climáticas em curso. A expansão urbana nas ultimas seis décadas, alterou a dinâmica do transporte de sedimentos induzido por ondas ao longo desse segmento de litoral. O presente trabalho objetiva analisar o comportamento espaço - temporal da linha de praia na orla de Copacabana - Leme durante sessenta anos. Procedimentos metodológicos, constaram de interpretação de imagens aéreas do acervo militar brasileiro e de sensoriamento remoto, envolvendo, imagens de satélites Maxar Technologies, referentes aos anos de 2002, 2015 e 2024, obtidas pelo software Google Earth Pro. As imagens foram georreferenciadas e organizadas em mosaicos correspondentes a cada período através do software ArcGis 10.6. Na delimitação da posição da linha de praia, utilizou-se o ArcGIS e a ferramenta DSAS, visando quantificar taxas de recuo e deposição de sedimentos na área investigada. Resultados obtidos sugerem erosão severa na área do Posto 6 (Forte de Copacabana), estabilidade no segmento central e deposição de sedimentos na praia do Leme. Mantidas as condições erosivas, recomenda-se reposição do estoque de sedimentos (engordamento) como medida de proteção da infraestrutura urbana local.

Palavras-chave: Recuo da linha de praia. Dinâmica do transporte de sedimentos. Risco Geológico. Gestão costeira.

 

Abstract: Coastal erosion on the beaches of South Zone of Rio de Janeiro is an economic and environmental challenge, considering the ongoing climate change. Urban expansion over the last 60 years has altered the dynamics of wave-induced sediment transport along this coastal segment. This study aims to analyze the spatiotemporal behavior of the Copacabana shoreline over sixty years. Methodological procedures consisted of information involving aerial images from the Brazilian military archive and remote sensing data, including Maxar Technologies satellite images from 2002, 2015, and 2024, obtained using Google Earth Pro software. The images were georeferenced and organized into mosaics corresponding to each period using ArcGIS 10.6 software. ArcGIS and the DSAS tool were used to delineate the shoreline position, aiming to quantify the rates of sediment retreat and deposition in the investigated area over the 60 years period. Results obtained suggest severe erosion in the Post 6 area (Copacabana Fort), stability in the central segment, and sediment deposition on Leme beach. If erosive conditions persist, replenishment of the sediment stock (beach nourishment) is recommended as a measure to protect local urban

Keywords: Shoreline retreat. Sediment transport dynamics. Geological hazard. Coastal management

Biografia do Autor

  • Karem Moreno de Carvalho, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Museu Nacional

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional.

    Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente.

    Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    2Programa de Pós-graduação em Geociências. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

  • Willian Cruz Gouvea Junior, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro

  • Frederico Maciel Pinheiro Sampaio de Miranda, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente - LAGECOST, Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Geologia, Brasil

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro

  • Gabrielle Tavares Carvalho, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro.

  • João Olavo Paim Cypriano, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente - LAGECOST, Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Geologia, Brasil

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro

  • Guilherme Tenório Smith da Costa, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente - LAGECOST, Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Geologia, Brasil

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro

  • Agenor Cunha da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

  • Daniel Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente - LAGECOST, Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Geologia, Brasil

    Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

  • João Wagner Alencar Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente - LAGECOST, Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Geologia, Brasil / Universidade Federal do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em Geociencias, Museu Nacional

    1Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    2Programa de Pós-graduação em Geociências. Quinta da Boa Vista - Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

    3Programa de Pós-Graduação em Geologia - UFRJ. Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-03-31

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Artigos