CORRELAÇÃO SISMOESTRATIGRÁFICA ENTRE AS BACIAS DO RECÔNCAVO E DE CAMAMU

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5016/geociencias.v37i3.11919

Palavras-chave:

Sismoestratigrafia, Recôncavo, Camamu, estratigrafia aplicada a bacias rifte, Falha da Barra

Resumo

O trabalho consiste na interpretação de dados sísmicos 2D pós-empilhados de uma área compreendida entre o sul da Bacia do Recôncavo e o noroeste da Bacia de Camamu, auxiliada pela análise de perfis geofísicos de poços. A interpretação utilizou os princípios da estratigrafia de sequências aplicada a bacias do tipo rifte, à qual considera o tectonismo o principal mecanismo controlador da acomodação sedimentar, onde foram mapeadas as superfícies estratigráficas que compõem a seção sin-rifte das bacias em estudo, e assim, atribuídos os seus tratos de sistemas tectônicos. A metodologia do trabalho contemplou a confecção de sismogramas sintéticos de dados de poços para correlação com as linhas sísmicas, além da utilização de atributos sísmicos, úteis na identificação de terminações estratais, superfícies estratigráficas e feições estruturais, como falhas e superfície do embasamento. O mapeamento estratigráfico considerou discordâncias internas à supersequência rifte das bacias, segmentando-a em sequências de terceira ordem, o que evidencia o caráter episódico do tectonismo sofrido pelas bacias durante o período de rifteamento. Os resultados da interpretação permitiram a confecção de mapas e seções geológicas, de maneira a ilustrar os principais sistemas sedimentares atuantes em cada estágio do rifteamento das bacias, de acordo com seus respectivos tratos tectônicos interpretados.

Biografia do Autor

  • Daniel Bono Ribeiro VILAS BOAS, Universidade Federal da Bahia
    Mestrando em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia desde 2014.1, concluindo em 2016.1. Pesquisador no Grupo de Estratigrafia Teórica e Aplicada da UFBA (GETA-UFBA). Bacharel em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia em 2013.2.
  • Paulo Augusto Vidigal Duarte SOUZA, Universidade Federal da Bahia
    Mestrando em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia desde 2014.1, concluindo em 2016.1. Pesquisador no Grupo de Estratigrafia Teórica e Aplicada da UFBA (GETA-UFBA). Bacharel em Geofísica pela Universidade Federal da Bahia em 2013.2.
  • Michael HOLZ, Universidade Federal da Bahia
    Mestrando em Geofísica pela Universidade Formou-se geólogo em 1983 e doutor em geociências em 1995. Lecionou durante seis anos na Universidade Luterana do Brasil, e de 1989 a 2009 atuou como docente no Instituto de Geociências da UFRGS, onde também foi orientador de mestrado e doutorado. Atualmente é professor titular no Departamento de Geofísica do Instituto de Geociências da UFBA e realiza pesquisa vinculado ao Laboratório de Geofísica de Exploração de Petróleo (LAGEP-UFBA). Foi assessor do CNPq de 2005 a 2008 na área de geociências (CA-GL). Pesquisador 1 do CNPq.

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Publicado

2018-09-27

Edição

Seção

Artigos