Lugar e estigma:

experiências no/do corpo

Autores
  • Igor de Jesus Santos

    UFBA

Resumo

O presente trabalho constitui-se um desdobramento da pesquisa de dissertação e busca compreender o estigma como experiência vivida. O objetivo é refletir sobre o lugar do estigma como possibilidade para o corpo-lugar, considerando os marcadores sociais de opressão, como raça-gênero-classe. O mote que conduz a escrita fundamenta-se na teoria das representações (LEFEBVRE, 2006), na percepção e corporeidade (MERLEAU-PONTY, 2006), na Geografia dos Espaços Vividos (SERPA, 2019), no corpo-lugar (BRITO) e nos modos geográficos de existência (MARANDOLA, JR., 2014). Discute-se como o estigma opera dialeticamente na construção das subjetividades, bem como os modos pelos quais os sujeitos ressignificam suas vivências. A partir da narrativa de um corpo-lugar estigmatizado, conclui-se que o estigma é uma representação que condessa a relação representação-percepção, configurando-se uma construção social dinâmica que pode ser contestada e ressignificada na experiência cotidiana dos corpos-lugares.

Palavras-chave: Narrativas Cartográficas; Estigma; Percepção; Representação; Espaço Vivido.

 

Referências
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Jangadeiros em aquarela de autoria do Prof. Dr. Ricardo Lopes, docente do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Publicado
2025-12-15
Seção
Artigos
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons