Mapeamento de feições erosivas em áreas susceptíveis à desertificação por meio de Aeronave Remotamente Pilotada (ARP)

estudo em Chorrochó – BA

Autores
Resumo

As Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP’s), comumente conhecidas como drones, são plataformas aéreas não tripuladas operadas por meio de sistemas de navegação remota, com ampla aplicação em atividades científicas. No contexto ambiental, essas tecnologias têm se destacado pela eficiência na aquisição de dados de alta resolução, especialmente na identificação e análise de feições erosivas. Este estudo teve como objetivo analisar, em nível detalhado, feições erosivas a partir de dados obtidos por ARP em áreas do município de Chorrochó (BA), com enfoque nos processos morfodinâmicos do relevo em Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD’s). A metodologia adotada incluiu o georreferenciamento e a fotointerpretação dos dados coletados em campo por meio de ARP, em ambiente de Sistema de Infomação Geográfica QGIS 3.40. Os resultados evidenciaram a ocorrência de 1.425 feições erosivas lineares, além da identificação de 13.140 m² de áreas com solo exposto, indicando a presença de significativos desafios ambientais na área de estudo. Dessa forma, os achados reforçam o potencial das ARP’s como ferramenta estratégica para análises ambientais no semiárido tropical, ao mesmo tempo em que fornecem documentos cartográficos para a execução de ações públicas planejadas voltadas à mitigação da desertificação.

Biografia do Autor
  1. Kelly Beatriz Silva Santos, Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF

    Graduanda em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Integrante do Núcleo de Estudos das Paisagens Semiáridas Tropicais (NEPST) e bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES), no subprojeto "O PIBID Geografia como possibilidade de integração de saberes através do ensino contextualizado no semiárido". Atualmente, atua como monitora de Geografia no curso pré-vestibular Universidade Para Todos (UPT). Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq) no projeto "Modelagem de desertificação para cenários de mudanças climáticas: Aplicações no Submédio Vale do São Francisco", entre 2023 e 2024.É vinculada à Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Bahia (AGB-BA) e integra o Conselho Fiscal do Diretório Acadêmico do Colegiado de Geografia da UNIVASF. 

  2. Sirius Oliveira Souza, Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF

    Licenciado em Geografia pela Faculdade Pitágoras - Unidade Teixeira de Freitas (PROUNI), possui especialização em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, 2010), mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES, 2013), doutorado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 2017) e pós-doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP, 2018). Atualmente, é Professor Adjunto do Colegiado de Geografia e Docente Permanente em dois programas de pós-graduação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB): o Programa de Pós-Graduação em Estudos Territoriais (Campus I) e o Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA, Campus VII).Já atuou como avaliador do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/CAPES) e integrou a Comissão de Avaliação Quadrienal (Quadriênio 2017-2020) e APCN (2023) dos programas de pós-graduação em Geografia da CAPES. É Líder do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos das Paisagens Semiáridas Tropicais (NEPST-UNIVASF) e membro titular da Câmara Básica de Assessoramento e Avaliação Científico-Tecnológica em Ciências Humanas e Educação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Atualmente, integra a equipe de pesquisadores do Programa de Ação contra a Desertificação, Efeitos da Seca e Revisão dos Planos Estaduais (PROADES UNIVASF), financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), é membro associado da Associação Brasileira de Biogeografia (ABBIOGEO) e compõe a diretoria vigente da Associação Brasileira de Geografia Física (ABGF). Também compõe a Diretoria eleita da Associação de Servidores da UNIVASF (ASSUNIVASF) desde 2021. Possui ampla experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Física, atuando principalmente nos temas: Geomorfologia/Climatologia/Biogeografia e Planejamento; Desertificação; Análise Ambiental.

  3. Luiz Paulo Conceição Silva, Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF

    Graduando em licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), atualmente é bolsista de iniciação científica CNPQ no projeto "Mapeamento geomorfológico por aprendizado de máquina com base em dados pontos: estudo de caso bacia do Rio Salitre Bahia", coordenado pelo professor Dr. Cristiano Marcelo Pereira de Souza. Participou como bolsista UNIVASF no projeto "Efeitos do uso da terra nas propriedades do do solo e nas assembleias de cupins (Blattaria, Isoptera) no semiárido baiano", coordenado pela professora Dra. Virginia Farias Pereira de Araújo. Participou como bolsista de iniciação científica CNPQ no projeto "Geoarqueologia e Paleoclimatologia no Parque Nacional Serra da Capivara (PI)" coordenado pelo professor Dr. Daniel Vieira de Sousa, e atualmente participa como voluntário no mesmo projeto. Atualmente também participa do grupo de estudos e pesquisa "Núcleo de Estudos das Paisagens Semiáridas Tropicais (NEPST)", coordenado pelo professor Dr. Sirius Oliveira Souza,e do "Grupo de Pesquisa do Quaternário", coordenado pelo professor Dr. Daniel Vieira de Sousa.

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Publicado
2026-05-22
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons