A TÉCNICA E A CIÊNCIA COMO MEDIADORAS DA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA EM FRANCIS BACON (1560-1626): O DOMÍNIO SOBRE AS FORÇAS NATURAIS COMO OBRIGAÇÃO RELIGIOSA DO HOMEM

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Resumo

O presente artigo trata da posse da Natureza pelo homem na filosofia de Francis Bacon. Em oposição à postura do Ocidente antigo e medieval, ao defender a inseparabilidade entre trabalho prático e teórico, entre ciência e técnica Bacon revolucionou a análise das relações homem-meio. Há de se destacar, também, o tema da Queda. Para o legado cristão, o homem é desprovido do domínio espontâneo que possuía sobre a Natureza antes do pecado original. Para F. Bacon somente um novo saber daria ao homem um novo tipo de posse sobre a Natureza, viabilizada pela técnica amalgamada à ciência. Cabe ressaltar que se dialoga com parte do legado de Milton Santos, no sentido de busca por compreensão da relação sociedade-natureza respaldada pela ação técnica e científica. Na obra de M. Santos, em sua perspectiva de técnica e de ciência, tem-se uma Geografia prenhe de temas atinentes à obra baconiana.

Biografia do Autor
  1. FABRÍCIO PEDROSO BAUAB, Universidade Estadual do Oeste do Paraná- Unioeste

    Mestre e Doutor em Geografia pela UNESP - Presidente Prudente; Atualmente é professor titular da UNIOESTE, Campus Francisco Beltrão. Área de atuação: História e Epistemologia da Geografia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor do curso de Pós Graduação em Geografia (Mestrado e Doutorado) da UNIOESTE, Campus Francisco Beltrão.

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Publicado
2025-01-21
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Artigos
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons