A PATOLOGIZAÇÃO GLOBAL DA VIDA E A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: EFEITOS NA SOCIOBIODIVERSIDADE DO CERRADO
- Autores
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Valdivino Borges de Lima
Universidade Federal de Goiás - Regional Catalão
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- Resumo
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O modelo hegemônico das economias mundializadas, baseado na necessidade imperativa de expansão a qualquer custo – e em todos os lugares – tem efetivado uma predação ontológica. Essa predação é produzida pelo controle dos impérios agroalimentares na produção, distribuição e negociação de alimentos gerando uma economia de monopólio e uma profunda mercantilização da vida e de todos os componentes humanos e da natureza, seja o sol, o ar, os gens, o solo, a água e a força de trabalho; o conhecimento, a emoção e, inclusive, a criatividade. Disso suscita o adoecimento em larga escala. O Cerrado goiano é exemplo desse beligerante ataque à vida. Especificamente os povos indígenas do Cerrado são atingidos por esse modelo. O seu adoecimento é um efeito dessa atitude necrófila, redutora e violenta. A problemática do trabalho consiste no seguinte: como situa a sociobiodiversidade do Cerrado goiano diante da esfera da patologização global comandada pelos impérios agroalimentares? O diálogo com pesquisadores do campo da geografia agrária e da geopolítica; os trabalhos de campo; as orientações em níveis da graduação, mestrado, doutoramento e pós-doutoramento e especialmente a luta por construir uma abordagem territorial do Cerrado foram os procedimentos tomados para a realização do trabalho.
Palavras-chaves: Patologização global da vida; impérios agroalimentares; sociobiodiversidade do Cerrado goiano; abordagem territorial
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- Publicado
- 2019-07-12
- Seção
- Artigos
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons