ALÉM DO QUE SE VÊ: O DESENHO DE ALUNOS CEGOS COMO FORMA DE REPRESENTAÇÃO DE SUAS IMAGENS MENTAIS

Resumo
Neste artigo é apresentado um recorte da dissertação de mestrado intitulada “O estudo da organização e representação espacial de alunos cegos para o ensino de conceitos cartográficos”. O objetivo é apresentar a experiência vivenciada durante a coleta de dados por meio dos desenhos. O público-alvo foram seis alunos cegos do 7° ano do Instituto São Rafael. O procedimento teórico-metodológico teve como base a Perspectiva Sociocultural. Os dados foram coletados individualmente e utilizou-se uma folha A4 e uma caneta 0.7 milímetros como material de apoio. Os resultados indicaram que em suas representações, os sujeitos utilizaram a distância funcional, organização configuracional, relações espaciais entre os objetos e informações atributivas. Esses conceitos podem ser utilizados para mediar alguns conceitos cartográficos. Conclui-se que é importante trabalhar com locais próximos ao cotidiano dos educandos cegos e partir de situações problemas que os instiguem a refletir sobre as relações espaciais entre os objetos.
Biografia do Autor
  1. Patrícia Assis da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais
    Licenciada em Geografia pela Universidade Federal de São João del-Rei (2014); Mestre em Geografia pela Universidade Federal de São João del-Rei (2017); Doutoranda em Geografia na Universidade Federal de Minas Gerais. Atua em pesquisas na área do Ensino de Geografia e Cartografia para alunos cegos.
  2. Silvia Elena Ventorini, Federal University of São João del-Rei
    Docente no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de São João del-Rei
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Publicado
2018-09-14
Seção
Artigos
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons