A metrópole e o regime de acumulação financeirizado:
centralidade e dominação do capital
- Autores/as
-
-
Leonardo Sena do Carmo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo/Doutorando em Geografia Humana
-
- Resumen
-
Na contemporaneidade, a metrópole consolida-se como núcleo estratégico das finanças, tornando-se elemento central para compreender as dinâmicas e transformações impostas pelo processo de financeirização. Inserido no contexto do regime de acumulação financeirizado, característico do período pós-fordista, o estudo analisa o papel da metrópole na materialização e difusão das finanças, destacando suas expressões espaciais e seus impactos sobre a organização do espaço urbano. O trabalho fundamenta-se em abordagem qualitativa e revisão bibliográfica de autores como Chesnais (2002), Harvey (2011), Lencioni (2015), Rolnik (2015) e Sposito (2013), enfatizando a relação entre metrópole, centralidade e capital financeiro. Os resultados indicam que a financeirização se concretiza por meio da concentração dos centros de comando financeiro, da valorização imobiliária e da reconfiguração da centralidade urbana, evidenciando a metrópole como suporte privilegiado da acumulação rentista e da extração de mais-valia.
Palavras-chave: regime de acumulação financeirizado; mais-valia; metrópole; centralidade urbana; financeirização.
- Referencias
- Descargas
- Publicado
- 2025-12-10
- Sección
- Artigos
- Licencia
-

Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons