Cultura organizacional: implicações do dilema ausente para a reflexão da gestão pública da escola

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Resumo

O texto analisa criticamente a transposição de modelos administrativos clássicos para o campo da gestão escolar pública por meio da análise da categoria “dilema ausente” de Torres (2004). Objetiva-se examinar criticamente os fundamentos normativos que sustentam a cultura organizacional escolar, evidenciando como a transposição de modelos tayloristas e fayolianos, especialmente sob a lógica da Nova Gestão Pública, fragiliza o papel formativo e democrático da escola. Busca-se, assim, compreender os efeitos históricos, epistemológicos, culturais e políticos dessas racionalidades na configuração da escola como organização, questionando a naturalização de práticas produtivistas, de controle e padronização. O texto propõe um deslocamento epistemológico, advogando por uma gestão entendida como prática política e dialógica, ancorada na escuta, na justiça social e na valorização dos sujeitos escolares. Ao recusar a padronização e o autoritarismo técnico, o artigo reitera a urgência de repensar a cultura organizacional escolar como construção histórica, situada e relacional, contrapondo-se à hegemonia de modelos universais, rígidos e desumanizantes. O estudo é desenvolvido por meio de uma abordagem qualitativa, com análise documental e revisão crítica da literatura, com especial foco nas contribuições de autores clássicos e contemporâneos sobre a administração escolar e cultura organizacional. Assim, recoloca no centro da análise a necessidade de uma escola democrática, plural e emancipada das amarras gerencialistas.

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15-06-2026
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Artigos
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Como Citar

Cultura organizacional: implicações do dilema ausente para a reflexão da gestão pública da escola. Educação: Teoria e Prática, v. 36, n. 71, p. e57[2026], 15 jun.2026.