SABERES E MOVIMENTOS SOCIAIS: JUSTIÇA EPISTEMOLÓGICA PARA EDUCAR DEMOCRATICAMENTE

Autores
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Resumo
A contradição de querer entender o mundo a partir de posições monológicas nos plurais contextos contemporâneos é um problema recorrente em diferentes lugares e momentos, atualmente relacionado com alianças geradas entre a ciência moderna e o sistema capitalista. Isso supõe importantes conflitos internos nas disciplinas mais relacionadas com as humanidades. Essas formas unilaterais de abordar os saberes são, com demasiada frequência, reproduzidas em diferentes ambientes científicos e educacionais, o que pode gerar estruturas de conhecimento isoladas e ineficientes para entender os desafios contemporâneos. Através da reflexão teórica sobre práticas sociais e educacionais, e com a ajuda de referenciais como a “ecologia dos saberes” e a educação democrática, busca-se aprofundar sobre a necessidade de abrir vias de reflexão múltiplas e interconectadas, para atender às demandas processuais e éticas para conhecer e educar democraticamente. Assim, para a construção desse tipo de sociedade e educação, é necessário o protagonismo de estruturas de conhecimento em rede abertas, plurais e permanentemente interligadas, e também a inclusão epistemológica de diferentes saberes para entender e nos relacionar de um jeito mais justo e democrático com as diferentes culturas e povos do planeta. Palavras-chave: Ecologia Epistemológica. Movimentos Sociais. Educação. Democracia.
Biografia do Autor
  1. Carlos Riádigos Mosquera, Universidade Federal de Viçosa
    É Doutor em Educação, na área de Currículo (2014), na Universidade de A Coruña (UDC), Departamento de Pedagogia e Didática, Galiza, Espanha. Com bolsa AECID (Ministério dos Assuntos Exteriores da Espanha) na modalidade Doutorado-sanduíche em Educação, no Programa de Pós-Graduação em Educação (PROPED), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestre em Educação, na área de Currículo (2008), na Universidade de A Coruña (UDC), Galiza, Espanha. Com bolsa Maria Barbeito do Estado da Galiza (Espanha). Graduado em Psicopedagogia (2006) e graduado em Educação Física (2004), na Universidade de A Coruña (UDC), Galiza, Espanha. Ambas com bolsas de Iniciação Científica do Ministério da Educação da Espanha. Atuou como docente universitário (2009-2011) na Faculdade de Educação, da Universidade de A Coruña (UDC), Espanha. E investigador/pesquisador (2009 - atual) na área de Educação em Teoria Geral de Planejamento e Desenvolvimento Curricular, com trabalho especifico em justiça social, novas tecnologias/redes sociais, movimentos sociais, e análise de material curricular, na Faculdade de Educação da Universidade de A Coruña (UDC), Espanha e na Faculdade de Educação, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atuou como professor no Programa de Mestrado em Educação (2010) da Universidade de A Coruña (UDC), Espanha. Tem experiência profissional como professor universitário, psicopedagogo, professor de escola regular, e monitor de atividades esportivas.
  2. Suzana Martins Esteves, Secretaria Municipal de Educação, Rio de Janeiro
    É mestre em Educação, pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Formação de Professores - UERJ (2014). Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2007). Habilitação: Bacharelado em Pedagogia nas Instituições e nos Movimentos Sociais e Licenciatura em Formação de Professores para a Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental para Crianças, Jovens e Adultos. Atualmente é professora II do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, na modalidade PEJA I (Programa de Educação de Jovens e Adultos), professora de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e bolsista TAP/CEDERJ (Tutor de Apoio ao professor) da CAPES/UBA - Universidade Aberta do Brasil. Tem experiência na área de Educação como professora e prestação de contas de projetos de pesquisa, com ênfase em Currículo e Cotidiano Escolar. Atuando principalmente nos seguintes temas: educação libertária, práticas emancipatórias, currículos praticados, cotidiano e cidadania.
Referências
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Publicado
12-12-2016
Seção
Artigos
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Como Citar

SABERES E MOVIMENTOS SOCIAIS: JUSTIÇA EPISTEMOLÓGICA PARA EDUCAR DEMOCRATICAMENTE. Educação: Teoria e Prática, v. 26, n. 53, p. 612–627, 12 dez.2016.