Abastecimento e gestão comunitária da água em áreas rurais do semiárido brasileiro

fragilidades e alternativas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5016/geografia.v51i1.18854

Resumo

O artigo tem o objetivo de investigar as gestões coletivas de abastecimento e o armazenamento de água da chuva em comunidades rurais do semiárido nordestino. O abastecimento de água, em muitas áreas rurais do Brasil, tem sido realizado a partir de parcerias entre sociedade civil organizada, poderes públicos locais e associações comunitárias que implementam sistemas coletivos e asseguram/ampliam a oferta de água. Contudo, esses modelos de gestão apresentam fragilidades e contradições que: limitam o exercício de uma governança democrática das águas no país; retiram do Estado a responsabilidade de elaborar e implementar programas que viabilizem a universalização dos serviços públicos de abastecimento rural de água; mantêm e aprofundam desigualdades regionais históricas. O mapeamento e a análise das experiências de gestão coletiva e de armazenamento de água da chuva contribuem para a elaboração de políticas públicas que garantam abastecimento público e a cidadania hídrica às populações rurais da região.

Biografia do Autor

  • Roberto de Sousa Miranda, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco, Garanhus, Pernambuco, Brasil

    Professor da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Estadual da Paraíba.

  • Flávio José Rocha da Silva, Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Humanidades, Campina Grande, Paraíba, Brasil

    Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP e Pós doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com bolsa Fapesq.

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Publicado

2026-02-11

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Abastecimento e gestão comunitária da água em áreas rurais do semiárido brasileiro: fragilidades e alternativas. Geografia, v. 51, n. 1, p. e-18854, 11 fev.2026.