Computadores fazem secas, pesquisadores fazem teses

notas metodológicas sobre IA e Geografia Histórica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5016/geografia.v51i1.19576

Resumo

Este texto é uma nota metodológica sobre a utilização de Inteligência Artificial (IA) em pesquisas de Geografia Histórica, partindo da contradição entre o consumo hídrico das Big Techs por detrás dessas ferramentas e o seu uso no processamento de fontes do século XIX sobre as secas no Ceará. Relatamos os primeiros passos e desafios na elaboração de códigos Python com ChatGPT e Gemini para a transcrição e resumo do jornal “O Cearense” (1846-1891). Discutimos a evolução metodológica da proposta, desde as dificuldades iniciais até a robustez da versão mais recente, que utiliza IA's generativas treinadas com documentos e glossários personalizados para transcrições, resumos e relatórios automáticos. Demonstramos, como resultado, a necessidade de apropriação dessas ferramentas para potencializar a análise das fontes, ressaltando a imprescindível supervisão humana para garantir a qualidade dos resultados e os aspectos éticos do uso de IA no ambiente acadêmico.

Biografia do Autor

  • Igor Carlos Feitosa Alencar, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo, São Paulo, Brasil.

    Doutorando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo (PPGH-FFLCH-USP). Atualmente realiza estágio de pesquisa no exterior no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT - ULisboa); Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Especialista em Ciência Humanas e Sociais Aplicadas e o Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí (CEAD-UFPI) e Graduado em Geografia (Licenciatura) pela Universidade Regional do Cariri (URCA). É vinculado ao Grupo de Estudos do Capital (GECA-USP), ao Laboratório de Geografia Política (GEOPO) e ao Grupo de Estudos Urbanos (GeUrb/UFPB). Tem interesse nas áreas de Geografia Histórica do Território, Geografia Histórica Urbana, Geografia e Arte e Geografia e Criatividade. Membro da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) - Gestão 2024-2026 e da Diretoria Executiva Local da AGB São Paulo (2024-2026). Ademais, compõe o Coletivo de Editores do Boletim Paulista de Geografia (BPG).

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Publicado

2026-04-30

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Computadores fazem secas, pesquisadores fazem teses: notas metodológicas sobre IA e Geografia Histórica. Geografia, v. 51, n. 1, p. e-19576, 30 abr.2026.