Computadores fazem secas, pesquisadores fazem teses
notas metodológicas sobre IA e Geografia Histórica
DOI:
https://doi.org/10.5016/geografia.v51i1.19576Resumo
Este texto é uma nota metodológica sobre a utilização de Inteligência Artificial (IA) em pesquisas de Geografia Histórica, partindo da contradição entre o consumo hídrico das Big Techs por detrás dessas ferramentas e o seu uso no processamento de fontes do século XIX sobre as secas no Ceará. Relatamos os primeiros passos e desafios na elaboração de códigos Python com ChatGPT e Gemini para a transcrição e resumo do jornal “O Cearense” (1846-1891). Discutimos a evolução metodológica da proposta, desde as dificuldades iniciais até a robustez da versão mais recente, que utiliza IA's generativas treinadas com documentos e glossários personalizados para transcrições, resumos e relatórios automáticos. Demonstramos, como resultado, a necessidade de apropriação dessas ferramentas para potencializar a análise das fontes, ressaltando a imprescindível supervisão humana para garantir a qualidade dos resultados e os aspectos éticos do uso de IA no ambiente acadêmico.
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Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN 1983-8700 está licenciada sob a Licença Creative Commons BY 4.0


